Qual será o futuro da propaganda?

Recentemente, ao responder sobre “Qual será o futuro da propaganda?” no fórum do CCVP no Orkut, acabei me estendendo e o resultado foi este “artigo”:
(…)
A TV aberta já se tornou um “big varejão”. Mas acredito que a diversificação das mídias vai tornar o dia-a-dia dos publicitários ainda bem mais complicado.
Acredito que existirão vários caminhos para se atingir o consumidor. Correção: eles já existem!
A propaganda como conhecemos hoje está perdendo cada vez mais terreno. O que vai conta é ter um “mix de marketing” voltado para criar uma experiência para o consumidor. Uma experiência para que ele consiga lembrar da marca.
Cada vez mais a tecnologia está aliada na prestação de serviços. Quem aqui não se surpreende ao ir num restaurante e ver o garçom anotando o pedido diretamente no Palm. O pedido vai direto para cozinha, consequentemente, uma refeição mais rápida sobre a mesa.
Quem aqui não se surpreende ao embarcar em um avião e ser recebido com um tapete vermelho. Quem não acharia o máximo que chegar há um hotel e ter um bombom debaixo do travesseiro.
Há um ano a FOX fez uma ação para divulgar a série 24h. Junto com a agência Espalhe, criaram uma gincana, o “Alerta 24h”. De hora em hora eram divulgadas pistas em pontos estratégicos da cidade de São Paulo, em rádios, em jornais e no próprio site. Quem acumulasse mais pontos respondendo as questões do site, ganharia um iPod. Um grande sucesso.
Por outro lado, a Nova Schin abalou o mercado de cerveja através da propaganda tradicional. A Assolan também. A propaganda tradicional ainda funciona, mas não é o único meio de construir uma marca e gerar vendas. Há meios mais baratos.
A própria Embraer, para divulgar a Família Embraer 170/190, fez uma ação simples e barata. Enviou um pacote para os líderes das principais companhias aéreas do mundo. Ao abri-lo, eles se deparavam com uma pequena tela com um aparelho de DVD. Ao apertar play, havia um vídeo com o presidente Maurício Botelho chamando-o pelo nome e convidando-o para conhecer a empresa e a nova família de jatos regionais. Logicamente, houve outras ações, principalmente de acessória de imprensa, mas essa ação especificamente foi um sucesso. Hoje, a empresa tem contratos assinados com inúmeros clientes entre eles a JetBlue e a Air Canada.
Querendo pensar e agir como grandes, muitas agências pequenas se tornam pequenas agências. Querendo maximizar os resultados, reduzem as idéias. Nunca há tempo, trabalham até tarde. Correm atrás do próprio rabo. Atender é privilégio do atendimento, criar, da criação. Quando há brainstorms (se é que ainda praticam), sempre é relacionado aos problemas de comunicação do cliente. Pergunto: como ficam os problemas das agências? Não há brainstorms para melhorar o processo. Ora a culpa é do cliente, ora a culpa é do funcionário, ora a culpa é do fornecedor e no fim, a culpa é do mercado. Criar começa em casa. Criar vai além criar de jornal, revista, outdoor e TV (este, quando há alguma verba). É hora de pensar no negócio e não na propaganda. Afinal, o mundo é bem maior que tudo isso.

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